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O Maranhão possui mais de 600 mil pessoas com diabetes

Diabetes

No Maranhão mais de 600 mil pessoas são portadoras de diabetes e fazem parte de um sistema de vigilância e acompanhamento de hipertensão e diabetes mellitus. De acordo com a coordenadora do Departamento de Atenção ao Adulto e Idoso da Secretaria de Estado da Saúde (SES), Teresa Carvalho, todos os pacientes cadastrados são acompanhados e recebem o medicamento e insumos como seringas, agulhas, tiras reagentes, insulinas e glicosima para ajudar no tratamento da doença.

“Todos estes pacientes que fazem parte do ex-SUS integram todas as ações do nosso sistema de assistência. Se o paciente, além da diabete tiver outros problemas de saúde, vai está tudo exposto neste cadastro, um espécie de histórico do paciente. Isso facilita o tratamento”, disse Teresa.

A presidente da sociedade brasileira de endocrinologia e metabologia regional do Maranhão, Viviane Chaves, explicou que diabetes é uma doença insidiosa e crônica que afeta uma grande parte da população e 50 % das pessoas não sabem que são portadores da doença. Os sintomas clássicos são perda de peso, muita sede, vontade excessiva de urinar, entre outras, porém há outros fatores que podem levar ao indivíduo a ser um diabético. Ela ressaltou que as crianças também têm apresentado a doença com freqüência, em decorrência da obesidade infantil, que cresce a cada dia mais.

“Diabetes é uma doença silenciosa, lenta, progressiva e não tem cura, muitas pessoas nem se quer sabem que possuem, pois quando os sintomas aparecem a doença já estar em estágio avançado e os pacientes estão descompensados”, disse a médica.
A médica afirmou que diabetes estar relacionada a fatores genéticos, histórico familiar e também ao consumo excessivo de bebida alcoólica, o tabaco. Outros fatores como má alimentação, o sedentarismo o estresse contribuem para a diabetes. O paciente quando diagnosticado a primeiro passo é mudança no estilo de vida, perder peso, procurar ter uma alimentação saudável e procurar um médico clínico geral ou um endocrinologista para acompanhar o paciente, pois a diabetes atinge os órgãos do pacientes, principalmente os olhos, coração e rins por essa razão é indispensável o acompanhamento médico.
Segundo a médica, no Brasil são 14 milhões de diabéticos diagnosticados e acompanhados, mas deve haver mais que ainda não foram diagnosticados.

O feirante João Baiano é diabético há mais de 20 anos e contou que descobriu que era diabético quando apareceu umas manchas nas pernas. Ele disse que o sintoma mais freqüente é tontura, porém não se preocupava muito com a doença até ter um começo de acidente vascular cerebral (AVC) no começo do ano.

“Agora estou preocupado, fiquei com algumas sequelas e tenho que mudar de comportamento e controlar a doença. Cortei o açúcar de vez, uso só adoçante e vou procurar um médico”, disse .

Alimentação

A alimentação do diabético deve ser centrada no controle da glicemia, do colesterol, do triglicérides, da pressão arterial e da busca pela manutenção do peso saudável, afim de prevenir o aparecimento de complicações. De acordo com a nutricionista, Gabriela Carneiro, a alimentação do paciente que tem diabetes deve ser balanceada, o consumo de gorduras saturadas deve ser controlada, assim como o sal, açúcar e massas em geral.
Os alimentos integrais, como aveia e o farelo de trigo juntamente às frutas e hortaliças são recomendados, pois são ótimas fontes de fibras. A médica chama atenção para o tubérculo representado pela mandioca, batata inglesa e etc. que devem ser evitados.

“Para prevenir a doença, deve-se tomar cuidado com o consumo exagerado das massas em geral e de carboidratos simples, como açúcar doces, que são absorvidos rapidamente. Não esquecendo da importância da atividade física”, finalizou a nutricionista.

Fonte: O Imparcial online

 

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