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Alergia Alimentar: um efeito colateral do mundo moderno

Alergia alimentarDados estatísticos demonstram um fenômeno na saúde da humanidade nas últimas décadas: a prevalência e a incidência de alergia alimentar, em suas várias formas de manifestação clínica, vêm aumentando progressivamente.

Apesar de ainda não dispormos de todas as explicações para a causa de tal fenômeno, podemos afirmar que se trata de um efeito colateral do mundo moderno.Há vários anos que os hábitos humanos vem se distanciando da harmonia com a sua real natureza e do caminho justo com o seu corpo. Poucas peças desse quebra-cabeça estão começando a serem parcialmente reveladas. Por exemplo, sabemos que crianças que nascem de parto normal tem menor probabilidade de desenvolver alergia alimentar. Crianças que convivem desde os primeiros meses de vida em ambiente rural e em contato com animais, também. Ambos dados parecem ser explicados pelos probióticos, bactérias benéficas que colonizam o intestino do bebê e interagem com o sistema imunológico em processo de maturação, ajudando-o a funcionar harmonicamente. Vale ressaltar que as doenças auto-imunes e cânceres também se devem á essa desarmonia imunológica e que essas doenças também estão aumentando nesse nosso confortável mundo moderno.

As alergias podem se manifestar de forma imediata, tardia ou mista. As imediatas colocam a vida do paciente em risco pois podem, em minutos, levar ao choque e/ou obstrução da respiração, além das placas avermelhadas e inchaços pelo corpo. As tardias ou mistas se manifestam mais insidiosamente na pele e no tubo digestivo gerando sintomas diversos nesses órgãos, sendo de mais difícil diagnóstico e tratamento.

O que mais influencia no diagnóstico é a detalhada história clínica e o exame físico do paciente. Exames cutâneos e laboratoriais ajudam mais nas alergia imediatas e as vezes nas mistas. Lamentavelmente, ainda não existem bons exames específicos para as alergias alimentares com manifestações tardias.

O tratamento consiste na exclusão e substituição nutricionalmente adequada do alimento desencadeador dos sintomas. Os pacientes com alergias alimentares que colocam sua vida em risco devem estar cientes dos medicamentos que devem receber de forma oral e injetável diante de um acidental contato com aquele determinado alimento.

Dicas de leitura de rótulos são muito úteis. Para identificação de proteínas do leite nos alimentos industrializados sugerimos procurar pelos seguintes itens: lactose, caseína, caseinato, proteína do soro, composto lácteo, lactoalbumina, lactoglobulina, lactulose, soro de leite, whey protein, sabor iogurte, gordura ou óleo de manteiga, cottage, lactoferrina, nougat, coalhada, creme, nata e pudim. Já para identificar proteínas do ovo, procure por: ovomucóide, albumina ou allbumen, globulina, ovoalbumina, ovomucina, maionese, marshmallow, nougat, lisozima, maionese, merengue, marzipã e surimi.

A duração da Alergia Alimentar é mais curta nas que se manifestam tardiamente. As de reação imediata podem chegar á adolescência e ainda colocando em risco a vida do paciente. Para esses casos, um novo tratamento vem aos poucos sendo estudado e aprimorado por poucos médicos alergistas no mundo. Trata-se da imunoterapia oral, um indução da tolerância através de ingestão de ínfimas quantidades daquele alérgeno de forma progressiva, até que o paciente consiga tolerar quantidades significativas, regulares e seguras do alimento. Acreditamos que em poucos anos esse tratamento esteja disponível em nosso Estado.

Equipe Alergocenter.
Dra. Édyla Ribeiro CRM 4307; Dra. MArcelle Agra CRM 4336; Dr. Ronney Mendes CRM 4133; Dra. Suênia Vedoato CRM 4171.

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